CULTURA MAKER: QUAL SUA IMPORTÂNCIA NA EDUCAÇÃO?

YZG | Franquias
Campanha 70 anos

04

NOV

Você provavelmente já ouviu a canção que diz que "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Essa é uma filosofia de vida para muita gente — ainda que de maneira inconsciente —, principalmente entre a geração Z. É usar os recursos disponíveis para colocar suas ideias em prática. Basicamente, estamos falando da cultura maker.

E quem é um grande expoente nisso? Ele mesmo: Barack Obama! De acordo com o ex-presidente norte-americano, essa forma de pensar e agir será responsável por fomentar uma nova Revolução Industrial. Portanto, se os resultados dessa metodologia o contagiaram, por que não o fariam com os alunos da sua escola?

Saiba mais!

O que é cultura maker?

Basicamente, é "botar a mão na massa".

A cultura maker é o uso de criatividade, tecnologia e recursos disponíveis para pôr suas ideias em prática.

É, na verdade, uma subcultura — um grupo com características próprias que destoa do que domina, mas sem se desprender.

A cultura maker também pode ser entendida como uma extensão tecnológica do Do It Yourself (DIY), ou seja, o hábito de criar e consertar coisas por conta própria.

Ele surgiu no pós-guerra, na década de 1950, e ficou muito associado ao movimento punk e à produção cultural e midiática independente (fanzines, fitas K7 e rádios piratas, por exemplo).

Com a internet, os fãs do DIY tiveram à disposição uma gigantesca base de tutoriais para as mais diversas atividades, como cortar o próprio cabelo, cozinhar pratos sofisticados e até fazer consertos simples em eletrodomésticos.

No entanto, a cultura maker leva isso a outro patamar, estimulando o indivíduo a criar e mexer em softwares de código aberto, por exemplo.

Ela é movida pela colaboração. Apesar de a ideia de colocar a mão na massa parecer individual, o objetivo é que um grupo de pessoas seja capaz de desenvolver equipamentos e gadgets.

Geralmente, a cultura maker é orientada para robótica, tecnologia da informação, eletrônica, metalurgia e impressão 3D.

Para que isso seja possível, é preciso ter um laboratório com recursos, que ofereçam a oportunidade ao aluno de aprender não só na teoria, mas também na prática.

Entretanto, ela não se limita a equipamentos de ponta. A costura e o artesanato, por exemplo, fazem parte da cultura maker.

Na educação brasileira

A cultura maker já se espalhou por vários segmentos e, no Brasil, talvez o principal seja o educacional.

Nos últimos anos, termos como DIY, FabLab (laboratórios de fabricação), hands on ("mão na massa", em tradução livre) e maker movement (movimento maker) ganharam força com sua popularização em escolas públicas e privadas.

A grande ideia por trás dessa subcultura é a de que o aluno, o professor e qualquer outro indivíduo é capaz de fabricar, alterar e reparar objetos e equipamentos dos mais variados tipos e funções.

Com uma boa dose de colaboração e compartilhamento de informações, os estudantes podem fazer tudo o que imaginam!

Como aplicar a cultura maker na sua instituição de ensino?

Na educação, essa habilidade não serve apenas como uma curiosidade ou passatempo.

De fato, a cultura maker desenvolve várias funções cognitivas, que podem auxiliar os alunos em diferentes disciplinas, incluindo o aprendizado de idiomas.

Ainda faz com que o estudante se interesse por atividades e vá além das notas. Por fim, ele pode se tornar uma pessoa mais engenhosa e até descobrir uma nova profissão.

Portanto, veja como aplicar a cultura maker na escola.

Laboratórios

Também chamado espaço maker, é um local de experimentações.

Ele não precisa ser um lugar para o uso de uma impressora 3D. Limitar a cultura maker à tecnologia avançada seria podar a graça desse movimento: a criatividade.

Aqui, a grande motivação é oferecer aos estudantes a oportunidade de colocar em prática alguns dos conceitos vistos em livros de Química, Física e Biologia.

Portanto, ofereça ao aluno um espaço para que ele possa explorar o que aprendeu em sala de aula.

Prototipagem

O desenvolvimento de protótipos é uma forma mais simples de colocar uma ideia em prática. No caso dos estudantes, pode ser uma tarefa de qualquer disciplina disponível.

O interessante é que, dependendo da criatividade e da qualidade do produto, é possível até se tornar algo comercializável.

É importante que os alunos desenvolvam protótipos que tenham algum diferencial para o mercado ou a sociedade.

Peça que invistam em algo sustentável, por exemplo, produzindo com materiais recicláveis, ou até indo para alguma coisa mais avançada, como diminuir a pegada de carbono.

Marcenaria

Exemplo de cultura maker das antigas, essa é uma arte que fascina os interessados por DIY.

A construção de móveis, utensílios e materiais é uma forma "rudimentar" de fazer tecnologia — afinal, não podemos nos esquecer de que uma simples roda mudou a história da humanidade.

A oportunidade de produzir algo com as próprias mãos faz bem para a autoestima do estudante e, como já comentamos, pode se tornar uma profissão no futuro.

Pronto para implementar a cultura maker na sua escola? Sem dúvida, a tecnologia é um dos fatores importantes para esse movimento, pois ela promove a interação.

Um dos seus usos mais populares para ensinar na prática é a gamificação. Conheça!

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