APRENDIZAGEM COLABORATIVA: INCENTIVE HABILIDADES DO SÉCULO XXI

YZG | Franquias
Campanha 70 anos

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DEZ

A aprendizagem colaborativa é um assunto que cada vez mais tem chamado a atenção de educadores. E não é por acaso: você já parou para pensar no quanto as transformações do terceiro milênio têm impactado a realidade das pessoas? Se há quinze ou vinte anos, o nosso jeito de se comunicar, de consumir conteúdo e até de trafegar pelas ruas era completamente diferente, por que a educação não deve acompanhar essas mudanças?

É por isso que é essencial pensar no modelo de ensino praticado nas escolas. Aquele perfil mais autoritário de professor, que apenas transmite conhecimento e não dialoga, está ficando obsoleto. Hoje, é preciso envolver o aluno, tanto quanto ensinar. O estudante deve fazer parte do processo de aprendizado de maneira ativa. E é isso que a aprendizagem colaborativa, usada como metodologia, pode fazer. Veja como ela funciona.

O que é a aprendizagem colaborativa

A aprendizagem colaborativa é uma estratégia de ensino e seu foco está na participação do aluno dentro da sala aula. Nesse método, o conhecimento é construído de maneira colaborativa, dentro de um processo em que os estudantes têm protagonismo no desenvolvimento da aula.

O motivo é que a aprendizagem colaborativa visa não só o ensino, mas também a troca de experiências. Para tanto, o engajamento e a cooperação são fundamentais.

A ideia é que todos os participantes se unam em torno de um objetivo em comum. Esse processo deve ser conduzido pelo professor, que atua indo além da busca por respostas prontas: ele quer encorajar a reflexão e a participação do aluno. É na procura pela construção do pensamento crítico e pela resolução dos problemas de maneira criativa, que esse modelo consegue gerar autonomia no aprendizado.

Como funciona o método

Experiências de aprendizagem colaborativa exigem atividades em conjunto, como debates sobre diferentes temas ou desafios, levando em conta a idade e o estágio de desenvolvimento do aluno. O objetivo, aqui, é encorajar o diálogo construtivo. Nesse cenário, mesmo atividades fora do âmbito escolar também são válidas, como games online, por exemplo.

Em geral, a aprendizagem colaborativa funciona quando o professor propõe uma atividade a ser realizada em grupo, que depende da troca de experiência entre os alunos para ser bem-sucedida. Apesar de parecer o bom e velho trabalho em grupo, a ideia aqui é encorajar a autonomia de todos os participantes.

A aprendizagem colaborativa pode ser usada em turmas de toas as idades, desde que existam meios para que os participantes interajam entre si na busca por soluções. Tudo depende da capacidade do educador de visualizar um caminho interativo e colaborativo para que a tarefa seja realizada.

O ambiente centrado no todo

É muito comum que a aprendizagem colaborativa seja interpretada de maneira equivocada. Seu foco não é dar ao aluno a liberdade total para que ele faça o que quiser. Pelo contrário. Nela, o mais importante é que o aprendizado seja compartilhado entre quem participa do projeto. Isso a afasta de métodos em que o professor é o transmissor do conhecimento e o aluno, seu receptor. Todos os participantes têm a mesma voz.

Na aprendizagem colaborativa, é preciso que o educador tenha critérios para conduzir um processo em que os próprios estudantes devem trazer conhecimentos e compartilhar com toda a turma. É desse processo que surgirão os benefícios para todos os envolvidos.

O grande desafio é justamente criar um ambiente centrado no todo. Atingir essa meta costuma ser o diferencial entre quem consegue aplicar o sistema com sucesso e quem não consegue.

Quais são os benefícios para os alunos?

É possível, com a aprendizagem colaborativa, trocar experiências e expandir o conhecimento do aluno. Além disso, é uma ótima ferramenta para o desenvolvimento cognitivo. O motivo é que os estímulos e descobertas, quando orientados, podem ativar novas áreas cerebrais e impulsionar habilidades emocionais, motoras e intelectuais.

Também em termos de autoestima, esse modelo dá voz ao estudante, tirando ele da zona de conforto e gerando empoderamento. É uma forma de encorajar a autoestima infantil e a tomada de decisões. É o que dizem: a melhor maneira de educar uma criança é indo além do famoso “porque sim”. Neste caso, o indivíduo se desenvolve de maneira consciente para se tornar um cidadão capaz de ir atrás das soluções para seus problemas em sociedade, e se comunicar melhor quando houver problemas.

Considerando as demandas do século XXI, a aprendizagem colaborativa tem o potencial de despertar mais prazer em relação aos estudos. Isso é importante por diversos motivos, da vivência prazerosa no ambiente escolar até uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.

Além disso, o novo cenário exige habilidades e competências até então entendidas como secundárias na formação dos profissionais. Entre elas, estão a boa comunicação, o entendimento do que está na raiz de problemas sociais, a adaptação às novas linguagens digitais, entre outros. É também em relação a isso que a aprendizagem colaborativa se apresenta como uma proposta interessante para os alunos.

Como adotar o método na prática

Existem diferentes formas de se implementar a aprendizagem colaborativa em uma escola. O professor pode encorajar o desenvolvimento de um projeto, ou até mesmo uma atividade interdisciplinar. A ideia é simples: que os alunos se juntem em grupos e busquem um objetivo em comum, indo além do que cada matéria em sala de aula costuma propor. As soluções serão resultado de pesquisas, trocas de informações e experiências e aprendizado em conjunto. Ao entregar uma solução de maneira colaborativa, você terá como avaliar se houve progresso ou não.

Além disso, eventos como debates também podem fomentar esse tipo de aprendizagem. Aqui, o foco é fazer com que os estudantes estudem e exponham sua visão sobre determinado assunto. Soma-se a isso a necessidade de cada um deles escutar os argumentos de seus colegas para trabalhar em contra-argumentações. A partir dessa troca, o conhecimento é compartilhado e amplia a vivência de cada estudante.

Em resumo, existem diferentes formas de se implementar esse sistema na sua escola de maneira pontual. Em tempos modernos, a internet pode ser uma aliada também nessa busca.

Uma ideia é trabalhar com blogs colaborativos que serão produzidos pelos alunos. Outro exemplo são as plataformas de ensino online; com elas, é possível disponibilizar materiais de ensino em ambiente virtual e criar canais de comunicação para viabilizar as discussões entre os alunos. Mesmo a os jogos podem ser aproveitados, a partir do viés da gamificação, propondo missões a serem cumpridas e resolução conjunta de problemas pela turma.

Aos poucos, é possível ampliar o uso dessa abordagem nas aulas e construir um ambiente educativo e colaborativo de verdade.

Agora que sabe o que é e como funciona a aprendizagem colaborativa, não deixe de conferir também sobre inglês instrumental.

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