O QUE SÃO DISTÚRBIOS ALIMENTARES E POR QUE PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO?

YZG | Geral

18

AGO

Apesar de caminharmos para uma mundo cada vez mais desconstruído de estereótipos e preconceitos, infelizmente ainda estamos em uma sociedade que tem o hábito de classificar as pessoas pelas questões estéticas ou impor como elas devem ser e agir para que sejam aceitas. E em meio a tantas imposições, alguns transtornos vêm se desenvolvendo cada vez mais entre adolescentes e jovens: os relacionados à alimentação.

O Yázigi tem o compromisso de auxiliar na formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade, promovendo uma atitude positiva para a construção de um mundo melhor. Por isso, buscamos informar e incentivar o diálogo, com o objetivo de combater todo tipo de preconceito de um ser humano em relação a outro. E para você aprender um pouco mais sobre este assunto, confira o post especial do Yázigi:

O que são transtornos alimentares?

De modo geral, são considerados transtornos alimentares tudo que é apresentado como exagero em relação à comida, tanto de uma pessoa que se priva de ingerir alimentos, como uma que come compulsivamente. No entanto, os distúrbios alimentares são bem mais complexos: normalmente eles vêm acompanhados de outros transtornos psicológicos como depressão e ansiedade, dificultando ainda mais o tratamento completo.

A pessoa que sofre desse mal apresenta baixa autoestima, perfeccionismo e uma distorção da imagem corporal, tornando-a sempre negativa. Além de aspectos biológicos e psicológicos, fatores como influência familiar, profissões que promovem a perda de peso, traumas da infância, situações estressantes e até a constante pressão cultural podem contribuir para o aparecimento de um distúrbio alimentar.

Eles frequentemente aparecem durante a adolescência ou no início da idade adulta. Mulheres e meninas são muito mais propensas do que os homens a desenvolver um distúrbio alimentar, e esses índices têm aumentado a cada ano.

Compulsão alimentar

Também chamado de TCAP, no transtorno de compulsão alimentar, a pessoa ingere rapidamente grandes quantidades de alimentos em um curto espaço de tempo, e logo depois sofre com sentimentos de vergonha, culpa e desconforto. Quem apresenta este transtorno tende a comer mesmo quando está sem fome e durante todo o dia, sem refeições planejadas e não conseguindo controlar o que está comendo.

Ligada ao lado emocional, a compulsão alimentar é vista como uma tentativa de amenizar sentimentos de tristeza, medo, ansiedade ou stress por meio da comida, causando um alívio temporário. É o transtorno mais comum nos Estados Unidos, afetando 3,5% das mulheres, 2% dos homens e entre 1 e 1,6% dos adolescentes. A principal consequência da compulsão é a obesidade.

Obesidade e gordofobia

Com episódios de compulsão cada vez mais frequentes, a principal consequência é o sobrepeso e a obesidade. Junto a ela, podem existir problemas de autoestima e depressão, além de complicações como doenças cardíacas, diabetes, colesterol elevado e pressão alta.

Mas o mais complicado de se controlar para quem está acima do peso, estando saudável ou não, é o julgamento cotidiano da própria sociedade, e a gordofobia está mais presente do que você imagina. A repulsa, o preconceito, a inferiorização ou o julgamento da pessoa obesa pode não aparecer de forma escancarada, mas existe. E são essas formas de pensar que estigmatizam e submetem as pessoas a diversas formas de discriminação em nossa sociedade.

Bulimia

A bulimia também é um tipo de compulsão alimentar, mas que é caracterizada por comportamentos com o objetivo de evitar o ganho de peso. Depois de ingerir grandes quantidades de alimento, as pessoas que sofrem de bulimia tentam a todo custo não engordar, forçando vômitos, tomando diuréticos, laxantes ou até se exercitando exageradamente.

A bulimia pode causar inchaço das glândulas parótidas, falta de menstruação de pelo menos 3 ciclos, queda de cabelo, perda dos dentes, desmaios, mudanças de humor e de peso. Normalmente, as pessoas com esse distúrbio estão dentro da faixa de peso normal, mas passam a ter grande obsessão pelo corpo, a consumir somente alimentos de baixas calorias, comer escondido alimentos que não são considerados saudáveis, usar laxantes ou diuréticos com frequência e ir ao banheiro logo após as refeições.

Anorexia

Já a anorexia é a perda de peso voluntária, causada pela redução de alimentos. Uma pessoa que está anoréxica tem um medo intenso de ganhar peso e, por isso, também pode utilizar métodos como a atividade física exagerada, além de diuréticos e laxantes.  Este transtorno pode causar a uma desnutrição agressiva, podendo levar até a morte.

A pessoa que sofre de anorexia tem frio e sono intensos, queda de cabelo, pele em tom amarelado, falta de menstruação, mudanças de humor e desenvolvimento de lanugo, uma penugem fina por todo o corpo para que ele permaneça aquecido.

O mínimo para viver

A Netflix lançou em seu catálogo o filme “O mínimo para viver”, que aborda a anorexia juvenil e todas as complicações que ela pode causar. Ele conta a história de Ellen, uma menina de 20 anos que já passou por diversas clínicas, mas nunca conseguiu progredir no tratamento contra a anorexia. Ela mora com o pai, sempre ausente, a madrasta, que acredita que sua condição é culpa da mãe, e a meia-irmã, que pensa que tudo se resolveria com força de vontade.

Aliado a tudo isso, Ellen também carrega um sentimento de culpa pela morte de uma desconhecida. As coisas começam a mudar quando ela conhece Dr. William Beckham e sua clínica de tratamento alternativo para transtornos alimentares. Veja o trailer:

O que podemos fazer?

Todos os transtornos alimentares que citamos neste post são tratáveis. E se forem diagnosticados desde cedo, conseguem ter resultados mais satisfatórios. Nestes casos, os tratamentos podem incluir cuidados médicos e monitoramento, medicamentos, aconselhamento nutricional, terapia individual e familiar, além de psicoterapia. Por isso, se você começar a notar comportamentos incomuns em amigos ou familiares, procure ajuda médica imediatamente. E lembre-se: pequenas ações podem fazer toda a diferença para combater o preconceito. Faça a sua parte!

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